Santo Tomás de Aquino ensina que a fé explícita em Cristo é necessária por necessidade de meio
Santo Tomás de Aquino ensina que a fé explícita em Cristo é necessária por necessidade de meio“Por fim, acrescenta-se Santo Tomás, que abertamente parece [qui aperte videtur] ter esta sentença (sobre ser absolutamente impossível alguém ser salvo sem possuir a fé explícita em Cristo, N. do T.), pois, na 3. dist. 25. q. 2. art. 2. Quæstionem. 2, ele disse: 'Que após o advento de Cristo, todos, tanto os maiores quanto os menores, são obrigados a crer explicitamente, e, se alguém não tivesse instrução, Deus lha revelaria, a não ser que por sua culpa (assim) permanecesse' [Quod post adventum Christi omnes tam maiores, quam minores tenentur ad credendum explicitè, & si aliquis instructionem non haberet, Deus ei revelaret, nisi ex culpa sua remaneret]. Logo, entende Santo Tomás que esta fé explícita é necessária por necessidade de meio [Ergo sentit Sanct. Thom. esse necessariam necessitate medij hanc fidem explicitam], pois, de outro modo, se não tivesse um instrutor, seria escusado de tal preceito, o que Santo Tomás não admite, mas recorre a um modo extraordinário de instrução, que então seria devido. E, na II-II, q. 2, art. 7, falando no princípio do corpo (do artigo, N. do T.) sobre aquilo que é necessário crer com necessidade de meio, conclui que a fé em Cristo Senhor de algum modo devia ser crida em todo tempo: 'Depois do tempo da lei da graça, porém, todos, tanto os maiores quanto os menores, são obrigados à fé explícita em Cristo'. Logo, ele fala da necessidade de meio, do contrário não falaria consequentemente” (Frei João de Santo Tomás, O.P., Cursus theologicus, In Secundam Secundae D. Thomae, disput. IV, artic. I, quest. I, n. 14)