Santo Agostinho ensina que a fé explícita em Cristo é necessária por necessidade de meio

Santo Agostinho ensina que a fé explícita em Cristo é necessária por necessidade de meio
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“Mais abertamente, Santo Agostinho (sobre ser absolutamente impossível alguém ser salvo sem possuir a fé explícita em Cristo, N. do T.). Pois, além do trecho acima citado do livro 2 contra Pelágio e Celéstio, cap. 24, onde ele entende isto de modo tão amplo que inclui até os justos da Antiguidade, existe outro trecho insigne no livro De Corrept. & Gratia, cap. 7, onde ele diz: 'Desta danação não se livrarão os que poderão dizer que não ouviram o Evangelho de Cristo, pois a fé vem pelo ouvir'. E em seguida (ele diz): 'E por isso, tanto os que não ouviram o Evangelho, quanto os que, tendo-o ouvido, não quiseram vir a Cristo, isto é, crer nele, e os que, pela pouca idade, nem puderam crer, mas do pecado original só poderiam ser absolvidos pela água da regeneração (isto é, o Batismo, N. do T.), o qual, contudo, não tendo recebido, morreram e pereceram; não estão separados daquela contaminação, que se sabe ser condenada, indo todos, a partir de um, para a condenação'. Onde Santo Agostinho também fala da fé explícita em Cristo, porque fala da fé do Evangelho, e estabelece a necessidade dela como totalmente inescusável, mesmo por ignorância invencível, o que pertence à necessidade de meio, e, nos adultos, compara a necessidade desta fé à necessidade do Batismo nas crianças, o qual se sabe ser tão necessário para eles, que por nenhuma outra coisa pode ser suprido: logo, a fé explícita em Cristo é tão necessária aos adultos como o Batismo para as crianças” (Frei João de Santo Tomás, O.P., Cursus theologicusIn Secundam Secundae D. Thomae, disput. IV, artic. I, quest. I, n. 13)