IV Domingo da Quaresma

IV Domingo da Quaresma

Intróito (Is. 66, 10-13 — Ps. 121, 1)
Alegra-te, Jerusalém! Reuní-vos, todos os que a amais; entregai-vos à alegria, vós que estivestes na tristeza, para que exulteis e vos sacieis da abundância de vossa consolação. Ps. Alegrei-me com o que me foi dito: iremos à casa do Senhor. ℣ Glória ao Padre.

Oração
Concedei, Vos rogamos, ó Deus onipotente, aos que somos justamente castigados por nossas más ações, respiremos aliviados pela consolação de vossa graça. Por N. S.

Epístola (Gal. 4, 22-31)
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.
Irmãos: Está escrito que Abraão teve dois filhos: um da escrava, e outro da mulher livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne, enquanto o da livre nasceu em virtude da promessa. Isto é dito em sentido alegórico para significar as duas alianças. Uma vem do monte Sinai, gerando para a servidão: e é Agar. Pois Sinai é monte da Arábia que corresponde à Jerusalém atual, a qual é escrava com os seus filhos. Mas [a outra] que é a Jerusalém do alto, é livre e esta é a nossa mãe. Porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz; exulta e clama, tu que não geras, pois são mais numerosos os filhos da abandonada [Sara], que os da que tem marido. Nós, porém, irmãos, somos como Isaac, filhos da promessa. E como então aquêle que nascera segundo a carne perseguia o que nascera segundo o espírito, assim também agora. Mas, que diz a Escritura? Expulsa a escrava e o seu filho; porque o filho da escrava não será herdeiro como o filho da livre. Assim também, nós, meus irmãos, não somos filhos da escrava, mas da livre, pela liberdade para a qual o Cristo nos resgatou.

Gradual (Ps. 121, 1 e 7)
Alegrei-me com o que me foi dito: iremos à casa do Senhor. ℣ Reine a paz em tuas muralhas e a prosperidade em tuas fortalezas.

Tracto (Ps. 124, 1-2)
Os que confiam no Senhor estão firmes como o monte de Sião; jamais será abalado o que habita em Jerusalém. ℣ Como há montes em redor de Jerusalém, assim está o Senhor, em redor do seu povo, agora e para sempre.

Evangelho (Jo. 6, 1-15)
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, passou Jesús à outra margem do mar da Galiléia, que é o de Tiberíade, seguindo-O grande multidão, porque via as maravilhas que Êle fazia aos que eram enfermos. Subiu então Jesús ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Ora, estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo Jesús os olhos e vendo que uma grande multidão vinha a Êle, disse a Filipe: Onde compraremos pães para dar de comer a tôda essa gente? Dizia isso, porém, para o experimentar, porque Êle bem sabia o que havia de fazer. Respondeu-Lhe Filipe: Duzentos dinheiros de pão não bastariam para que cada um dêles recebesse uma pequena porção. Disse a Jesús um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um moço que tem cinco pães de cevada e dois peixes; mas que é isto para tanta gente? Disse-lhes Jesús: Fazei assentar os homens. Havia no lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens, em número de quase cinco mil. Tomou então Jesús os pães, e havendo dado graças, distribuiu-os aos que estavam sentados: e igualmente distribuiu os peixes, quanto êles quiseram. Quando já estavam fartos, disse Êle a seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram para que se não percam. Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que comeram. Vendo então aquêles homens o milagre que Jesús fizera, diziam: Êste é verdadeiramente o Profeta que deve vir ao mundo. Mas Jesús, sabendo que O viriam buscar à fôrça, para O fazerem rei, afastou-se indo a um monte para estar sozinho.

Ofertório (Ps. 134, 3 e 6)
Louvai o Senhor, porque Êle é bom; cantai salmos a seu Nome, porque é suave. No céu e na terra, fêz tudo quanto quis.

Secreta
Rogamos, Senhor, que atendais propício aos sacrifícios presentes, a fim de que aproveitem à nossa submissão e à nossa salvação. Por N. S.

Comunhão (Ps. 121, 3-4)
Jerusalém é cidade bem edificada, formando suas partes um todo admirável; para lá se dirigem as tribos, as tribos do Senhor, para louvar o vosso Nome, ó Senhor.

Pós-comunhão
Nós Vos rogamos, ó Deus de misericórdia, concedei-nos a graça de aproximar-nos com piedade sincera de vossos sagrados Mistérios, com que somos incessantemente saciados e de os recebermos com espírito de fé. Por N. S.

Extraído do Missal Quotidiano de Dom Beda Keckeisen, O.S.B., publicado em 1947